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nov-dez 2007

 

Este último número do ano de 2007 da Confraria vem celebrar o lançamento da edição impressa. No prédio da Oi Futuro, reuniram-se poetas e prosadores, ensaístas e músicos, artistas plásticos e artistas mágicos, fotógrafos e polígrafos, povo de outras plagas e os do Rio de Janeiro. A festa saiu às ruas, depois da cobertura do prédio da 2 de dezembro, no Flamengo. Cavalgou as calçadas, voou com as harpias do Catete, sob os auspícios do Bruxo do Cosme Velho.

Agora, na dobra da esquina para 2008, gostaríamos de olhar para trás e agradecer aos nossos gentis colaboradores. Entretanto, devemos anunciar os que nos visitam aqui, agora. C. D. Wright fala-nos do luxo que é ser gentil, num mundo onde a gentileza é escassa, rarefeita, ave em extinção, enquanto Forrest Gander oferece-nos uma ligadura possível, eye against eye, mãos dadas, ombro a ombro. É assim que se constrói o mundo novo. Ou se escreve a antilira do rio, com a poesia do cabo-verdeano José Luis Tavares.

O filósofo americano Stanley Cavell introduz seu pensamento inovador e Gustavo Bernardo e Claudio Daniel buscam um edifício mais sólido para a teoria, sem se perderem no traço da argamassa. Para eles, a teoria não é a mendiga de perna amputada, cantada por Renato Rezende. A encruzilhada da vida, o pântano do capital globalizado, as armadilhas do Charada, tudo isso perde força diante da obra de arte. Diante dela, as teorias dão em água, fogem por entre o milharal.

A verdade reside em algum lugar incerto e não sabido, nunca em algum entre-lugar, tampouco no vazio que são esses conceitos. E depois do encontro internacional de poetas, lá em Coimbra, Jonathan Morley conheceu mais um espaço, mesmo que virtual, e vem à nossa confraria com um verso cortante, depois de haver descoberto o solo d’África, terra de Moçambique. É com esses operários que nosso edifício sobe ao derradeiro andar deste ano da graça de dois mil e sete. Caríssimos, acreditem, nosso coração tem catedrais imensas! Evoé!


Os editores


 


 

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