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página do novo livro de márcio-andré
poemas ◦ autor ◦ livro em pdf |
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editora; design; pensamento
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Livro
Intradoxos é o terceiro livro de poemas de Márcio-André, o segundo da série
Movimento Perpétuo, iniciada em 2002. Com prefácio de Boaventura de Sousa
Santos, capa de Fabian Rodrigues e
leitura invertida, da direita para a
esquerda, Intradoxos propõe ser uma cosmogonia do presente, inversa
à da civilização, gerando o mundo do final para o começo, onde o canto
ritual e os gritos primais se dão entre peças de urânio enriquecido, tubos
de plasma, maquinários pesados, romarias elétricas e fissões nucleares. Suas
palavras são não só geradoras, como destruidoras e proféticas. E deixam de
ser palavras no absurdo das rearrumações quânticas. Elogiadíssimo pela
crítica, este livro é considerado um dos mais importantes da novíssima
poesia brasileira.
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Comentários
Intradoxos é um livro verdadeiramente pertubador, e este é o maior indício de que estamos falando de um grande livro. (Gerardo Mello Mourão)
Márcio-André, ao mesmo tempo que revela suas opiniões profundas e particulares sobre a natureza das coisas, parece reconhecer que sempre estaremos narrando do Princípio, tentando cada um a seu modo decifrar como tudo poderia ter começado. (Anna Bella Geiger)
Intradoxos, así leído de atrás para adelante y
finalmente arrivando a las páginas de un solo dígito, me obsequia con el
reencuentro con la sustancia mágica de la poesía, con aquel atributo que a
la vez de parecer inocente, casual o arbitrario, es sin embargo preciso,
intenso y deliberado. (Gerardo Dirié)
Resgatando o lugar originário (e, portanto, atemporal) da poesia, Intradoxos, ao mesmo tempo, afirma o nosso tempo, o século 21, indicando que não se chega ao sagrado por uma rememoração do passado, mas pela radical afirmação do presente. (Renato Rezende)
Intradoxos, com seus movimentos perpétuos, é um sopro de vida para as mentalidades carentes de desejos, que sonham luas, e podem sentir girassóis. (José Aloise Bahia)
Poemas
música acuática no. 12
a cidade é um parasita que se alimenta de nós a boca azevinho a o mar uma placa preta de [falar do mar é uma imposição do mar] chumbo de um verniz fosco
doze solos acuáticos de violinofônico
anamorfo- máchinas o arco de parábola não conta uma ponte a pétala pleniluz in dromos//
ter o olho solar de um deus e olhar sobre o ombro dos homens juncar o xadrez herbáceo rejuntar ossos [a onda escavando sua espuma das nuvens mais rentes]
tocar ausência: o nome a consumar seres
exsudar hermafrodita a terra com seus falos de olaria
avião de meu olho tão pecheno cuanto ave
música cuântica
Autor
Márcio-André, carioca nascido em 1978, é autor dos livros
Movimento Perpétuo, de 2002, e Cazas, de 2006. É co-fundador,
editor e ensaísta da revista de arte e literatura Confraria do Vento,
produzida em parceria com o Setor de Pós-graduação em Letras da UFRJ e a
editora Confraria do Vento, da qual é também coordenador editorial.
Mais informações, poemas, entrevistas com o autor e os textos completos dos comentários, acesse: www.marcioandre.com
Créditos do site
designer da página e produção: Confraria do Vento Editora imagem da abertura: Catracas, obra de Fabian Rodrigues, utilizada na capa do livro fotografia de Márcio-André: Karinna Alves Gulias
revisão: Victor Paes |
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