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O AUTO DE ZÉ LIMEIRA Aderaldo Cangaceiro |
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R$ 19,00
ISBN
978-85-60676-10-1 Dimensões: 12 x 18 cm
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Aderaldo
Cangaceiro, o de muitos nomes: Cego, Luiz Cangaceiro, Dedé, Adercego.
Aderaldo Luciano – o de batismo. Paraibano radicado no Rio, o cabra é uma
lenda nele mesmo: blogueiro erudito, colunista da Revista Confraria,
professor universitário, cangaceiro incógnito da urbanidade e filho de
cangaceiros temidos na região de Areia – ele reúne, em sua figura, o
escritor de vanguarda e o cantador popular. Combinação do poeta que chega
com um livro de estréia já cheio de histórias e trajetórias. O Auto de Zé
Limeira, muito antes de encerrar-se neste livro, tornou-se um dos sucessos
do grupo Cabruêra, musicado por Arthur Pessoa e ouvido no mundo inteiro. E
é talvez um dos mais belos poemas populares urbanos compostos nestes
últimos anos, lançado ao desafio de redesenhar para Zé Limeira, o cantador
lendário das terras agrestes, um destino outro neste nosso centro regado a
pó e aço. Fosse somente isso, já teríamos uma jóia, mas este livro inclui
ainda os poemas O coração da madeira e As marteladas. Mais recentes na
obra do autor, e, por sua vez, ainda mais radicais, abrem novos horizontes
para a aparentemente estanque poesia vinda do Nordeste, sem cair no
regionalismo redutor ou no exotismo marginal. As marteladas, sobretudo,
desce sobre o crânio do leitor com força de épica antiépica talhada no
dente e repente concretista, fundando uma cosmogonia própria para a poesia
do seu tempo e lugar de errância. Aderaldo, antes de tudo, é um fabbro
versado na arte de versejar, um Pound do Sertão, refazendo a rota barrenta
dos trovadores da caatinga para reinventá-los, assumindo as personae de
seus próprios mestres. Zé Limeira, o maior deles.
O auto de Zé Limeira - musicado pelo grupo Cabruêra
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